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Sacramentos

Jesus Eucarístico,
é Deus entre nós

Artigo publicado originalmente em
O Encontro, boletim informativo da
paróquia Coração Imaculado de Maria,
edição nº 57, de novembro de 2009

Quando São João Maria Vianney chegou à pequena e pouco conhecida aldeia de Ars, alguém lhe disse, já sem nenhuma esperança: “Aqui não há mais nada que fazer!” “Então, é sinal de que está tudo por fazer”, respondeu o Santo. E, em seguida, começou a fazer. E que é que foi fazendo?... Levantava-se às duas da madrugada, punha-se em oração junto ao altar. Recitava o Ofício Divino, e se preparava para a Santa Missa. Depois, dava Ações de Graças e continuava em oração até o meio-dia: sempre de joelhos no piso nu da igreja, com o terço nas mãos e o olhar fixo no Sacrário.

E assim continuou por algum tempo.

Mas, depois... ele teve de começar a mudar os horários, chegando ao ponto de precisar modificar o seu programa diário. Jesus Eucarístico e a Santíssima Virgem iam atraindo pouco a pouco as almas daquela pobre paróquia, até que a igreja foi considerada pequena para conter as multidões, e o confessionário do Santo foi pressionado por filas intermináveis de penitentes. O Santo Cura viu-se obrigado a ouvir confissões durante dez, depois quinze e até dezoito horas por dia.

Como se teria dado aquela transformação?

A mesma pergunta podemos fazer hoje a respeito de uma aldeia italiana do Gargano, San Giovanni Rotondo, até poucos anos desconhecida. Hoje San Giovanni Rotondo é um centro de vida espiritual cuja fama ultrapassa os limites da Nação. Pois para aí também foi um pobre frade enfermo, padre Pio, num pequeno convento ameaçando ruir, em sua pequena igreja deserta com um altar e um Sacrário que sempre tiveram por companheiro apenas o pobre frade, na reza incansável do rosário.

Mas como? A que se deve a admirável transformação acontecida tanto em Ars como em San Giovanni Rotondo, para onde centenas de milhares, talvez milhões de pessoas acorriam, de todas as partes do mundo?

Só mesmo Deus é que podia operar aquelas transformações. Tudo a Ele se deve, ao poder Divino e infinito da Eucaristia, à força poderosa de atração que se irradiou dos Sacrários de Ars e de San Giovanni Rotondo, atingindo as almas pelo ministério daqueles dois Sacerdotes.

Mas, afinal, que é a Eucaristia? É Deus no meio de nós. É o Senhor Jesus presente nos Sacrários de nossas igrejas, com seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade. Jesus Eucarístico está entre nós como um irmão, como um amigo, como esposo de nossas almas. Ele quer vir a nós para ser o nosso alimento de vida eterna, o nosso sustento; Ele quer fazer de nós um só corpo com Ele para ser o nosso Redentor e Salvador.

Vamos, pois, à Eucaristia. Aproximemo-nos de Jesus, que quer fazer-se nosso, para fazer-nos seus, divinizando-nos: “Jesus, alimento das almas fortes”, exclamava Santa Gema Galgani, “fortalecei-me, purificai-me, divinizai-me”. Aproximemo-nos da Eucaristia com um coração puro e ardente. Como os Santos.