Um testemunho
Artigo publicado originalmente em
O Encontro, boletim informativo da
paróquia Coração Imaculado de Maria,
edição nº 54,
de agosto de 2009
por Regina, de Comunhão e Libertação
Eu me chamo Regina, sou enfermeira e vivo a experiência dos Memores Domini, que nasceu dentro do Movimento Comunhão e Libertação.
Conheci o Movimento na Faculdade de Enfermagem (UNIFESP) em 1981. Propunham uma amizade em Cristo dentro do ambiente; fazíamos “Escola de Comunidade” semanalmente, havia uma missa para a qual convidávamos os colegas do curso e um gesto chamado “caritativa”, que foi o que me atraiu mais: compartilhar a necessidade dos mais pobres, doando um pouco do nosso tempo. Nós visitávamos um bairro pobre na Zona Norte e, encontrando as pessoas na paróquia e nas casas, falávamos sobre temas de saúde dentro de uma amizade em Cristo.
Demorou para eu entender por que Cristo e a comunidade são tão necessários para viver uma vida e uma amizade verdadeira, pois eu acreditava mais no “esforço e na boa vontade”, que depois não duram no tempo...
Conhecendo Dom Giussani, o fundador do Movimento, entendi que Cristo era uma presença familiar e atraente. Quando ele falava dos evangelhos, parecia que Cristo estava ali, diante dos meus olhos. Dom Giussani compreendia a realidade e propunha a experiência cristã de um modo muito novo e bonito. Fazíamos retiros, férias, fiz muitos amigos e conheci lugares bonitos, tudo como sinal da presença d'Ele. Fomos também encontrar o papa João Paulo II na Argentina e no Paraguai, e ele dizia: “Sede generosos para com Cristo, não tenham medo!”
Iniciei esse caminho vocacional em 1987. Cristo teve um olhar particular por mim e respondeu às minhas perguntas por meio de um encontro com uma pessoa do Movimento da Argentina. Eu fiquei muito feliz e entendi que era essa a felicidade que eu desejava, independentemente do caminho...
Entendi que esse caminho é para toda a vida, pois vivemos num ambiente e numa cultura que sempre nos induzem a parar nas aparências; por isso não chegamos até Ele. Poder reconhecer Cristo dentro de cada circunstância, dentro dos nossos limites e feridas, como uma presença real que nos ama é para mim o maior desafio! Hoje sou muito grata ao Senhor porque graças à vocação e aos amigos do Movimento posso ver os milagres também na minha família e no meu trabalho...
Padre Julián Carrón, atual responsável pelo Movimento, tem-nos ajudado muito a retomar essa grandeza: a nossa consistência está no relacionamento com Cristo e nada pode nos impedir de estarmos com Ele e sermos livres...
Por isso fazemos também a “Escola de Comunidade” na Casa Paroquial da PUC todas as terças-feiras, às 20h15, para que todos possam saborear e compartilhar juntos a beleza da experiência cristã.