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Al-Anon

A Al-Anon e a Lei Áurea

Artigo publicado originalmente em
O Encontro, boletim informativo da
paróquia Coração Imaculado de Maria,
edição nº 27, de novembro de 2006

No dia 13 de maio de 1888 foi legalmente extinta a escravidão no Brasil. O que têm a ver os Grupos Familiares Al-Anon com a lei que libertou os escravos, a Lei Áurea?

Nada escraviza mais que o álcool. Para cada indivíduo que bebe, seja homem ou mulher, haverá sempre um mínimo de cinco pessoas, entre familiares e amigos, que sofrem as conseqüências. Eles também se tornam escravos do álcool. Trata-se de uma verdadeira escravidão — são pessoas que também são vítimas da doença que aflige o alcoólatra. O alcoolismo deixa marcas em todos os que com ele convivem: cônjuges, pais, irmãos, amigos, patrões ou empregados. Todos ficam submetidos à destruidora dinâmica que o alcoolismo gera. Essas pessoas normalmente ficam neuróticas e, muitas vezes, ficam até psicóticas, irascíveis, intratáveis, para não dizer totalmente destruídas. Precisam de algo que lhes possa devolver a felicidade, ainda que tardiamente. Algo que os faça acreditar em Deus, em si mesmos, e na recuperação como única maneira de crescerem.

Se a Associação dos Alcoólatras Anônimos liberta o dependente de álcool diretamente, os seus familiares e amigos permanecem escravos e precisam, também, se libertar. A Lei Áurea existe também para eles e se chama Grupos Familiares Al-Anon.

Os Grupos Familiares Al-Anon nasceram pelos idos de 1946/47, quando as esposas dos fundadores dos A. A. sentiram a necessidade de também se libertarem. O alcoolismo de seus esposos não perdoava nem mesmo a elas, que, além de abnegadas e desprendidas, chegaram a ser consideradas santas por todos aqueles que as conheceram e com elas conviviam. As marcas deixadas pelos muitos anos de alcoolismo ativo dos seus esposos permaneciam. Também para elas não era possível continuarem vivendo naquela escravidão. Um grito de liberdade! Era o grito redentor dos Grupos Familiares Al-Anon, grito que hoje continua a ecoar pelos quatro cantos do mundo e, se Deus quiser, para sempre...

Os princípios e a essência do Al-Anon são os mesmos do A. A.; com eles elaboraram seu próprio caminho.

(livremente extraído do boletim Vivência, de março/abril de 2006)

 
Participe da Al-Anon na casa paroquial.
Reuniões todas as quartas-feiras, às 14h30.