Nosso amor pelo Papa
Artigo publicado originalmente em
O Encontro, boletim informativo da
paróquia Coração Imaculado de Maria,
edição nº 13,
de junho de 2005
por padre Vando Valentini, pároco
Por que nós, católicos, obedecemos ao Papa?
A palavra OBEDIÊNCIA é uma palavra escandalosa para a nossa cultura. É com o dom do Espírito Santo que, para os discípulos, tudo isso se esclarece. Para nós, a obediência a Cristo é a única fonte de liberdade e de verdadeira humanidade. Jesus Cristo é a autoridade suprema porque Ele é o sentido de toda a nossa vida. “Como o Pai me enviou, também eu vos envio” (Jo 20,21). Os apóstolos e seus sucessores (Papa e bispos) constituem na história a continuação viva da Autoridade que é Cristo.
O Papa e os bispos, ponto de unidade da Igreja (“Tu es Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”, Mt 16,17), constituem o lugar onde é possível encontrar a resposta concreta, definitiva e segura à busca do homem.
A alternativa a essa unidade em volta do Papa nos é apresentada pela miríade de seitas, pretensas igrejas que nascem a toda hora em cada esquina de nossa cidade. Essa pulverização é fruto da eliminação do Papa nas igrejas que nasceram da Reforma Protestante. O que acontece é que, quando um pastor discorda do outro, cria uma outra igreja e caminha por conta própria, e a conseqüência é que o povo fica desnorteado.
Para nós, católicos, não é assim: quando entre dois há uma divergência, procura-se o bispo ou o Papa e ele resolve a questão, os dois obedecem.
Isso é contra a liberdade ou a personalidade? É exatamente o contrário. Isso valoriza profundamente cada um de nós enquanto estabelece um horizonte objetivo que é dado pelo Espírito de Cristo, que vai além de cada um de nós e que é mais importante do que a opinião de cada um. Por isso amamos o Papa e amamos a autoridade, mesmo quando nos pode custar.
Se vivemos com gosto, se temos algo em que esperar, é porque encontramos Cristo vivo hoje, é porque o Senhor entrou na nossa vida e nos amou e isso aconteceu dentro da Igreja, que é nossa mãe.
Estamos no ano da Eucaristia e queremos entrar mais profundamente nesse mistério da estrutura sacramental da Igreja. Queremos compreender mais profundamente o que quer dizer que o Deus Todo-Poderoso se fez homem na pessoa histórica de Jesus de Nazaré e que Ele continua presente entre nós no Sacramento do pão e do vinho consagrado pelo bispo. É isso que constitui a Igreja, corpo misterioso de nosso Senhor Jesus Cristo.
Que o Espírito Santo nos ilumine e que o Imaculado Coração de Maria, nossa padroeira, nos doe um amor apaixonado para abraçar plenamente esse mistério.