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Férias

Momento de aproximação
com as coisas de Deus

Artigo publicado originalmente em
O Encontro, boletim informativo da
paróquia Coração Imaculado de Maria,
edição nº 9, de janeiro de 2005
 
por Ana Cristina e Achiles Cavallo

Janeiro chegou, e com ele as férias, o justo momento de descanso, as viagens, os passeios, o lazer mais freqüente, a aproximação daqueles que amamos, enfim, a tão esperada quebra da rotina. Não é raro encontrar aqueles entre nós que, durante esse período de férias, temporariamente aposentam alguns objetos de uso cotidiano, como o relógio de pulso, o carro, a gravata, a pasta, isso com o claro objetivo de quebrar a rotina.

Mais comum são as viagens realizadas durante esse período, quer para aquele roteiro já conhecido e repetido inúmeras vezes, quer para um local novo, nunca antes visitado.

E não pára aí. Tem aqueles que aproveitam as férias para rever as pessoas que lhes são caras, afastadas pela distância continental do nosso Brasil, como é o exemplo do nosso querido padre João, que se abala ao Rio Grande do Sul para rever os pais e, entre outros, aproveitar da famosa salada de língua, especialidade da mãe. Como visto, inúmeras coisas especiais só fazemos durante as férias, quando a rotina é esquecida, e as obrigações diárias são, prazerosamente, suspensas. E quanto às coisas de Deus? Como devemos tratá-las durante as férias? Particularmente, pensamos que se trata de um momento muito bom para as meditações mais profundas, menos pressionadas pelas obrigações do dia-a-dia, oportunidade em que podemos fazer um verdadeiro balanço espiritual do ano que passou.

Além do que, esse momento de férias, para nossa família, é sempre muito frutífero para a realização das orações familiares, reforçando e revigorando nossos laços afetivos e espirituais. Como se não bastasse, e em função das viagens comuns ao período, temos também a oportunidade de conhecer novas comunidades, suas características, alegrias, aflições, além de conviver com outros irmãos de fé.

Em suma, somos da opinião de que há um projeto de Deus para o período de nossas férias, cujo entendimento e execução só depende da nossa vontade e disposição.

Desejamos a todos um ano de 2005 repleto de paz.