A instrução Redemptionis Sacramentum
Artigo publicado originalmente em
O Encontro, boletim informativo da
paróquia Coração Imaculado de Maria,
edição nº 3,
de junho/julho de 2004
A Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos da Santa Sé lançou recentemente a Instrução Redemptionis Sacramentum — Sacramento da Redenção. O documento busca alertar contra os abusos na celebração do Mistério Eucarístico. Entre os abusos citados pela Santa Sé estão as situações em que os leigos proferem a homilia ou procedem à “fração do pão”. Ainda nessa linha, recomenda-se que se limite o recurso aos ministros extraordinários da comunhão “a situações de verdadeira necessidade”.
Ao contrário do que se tinha especulado, as mulheres e as meninas continuam a ser admitidas ao serviço do altar, como “acólitas”. Um aspecto importante é que quem preside a Assembléia Litúrgica é o sacerdote, ordenado para isso. Os fiéis não podem concelebrar a Missa com o padre. Portanto, não podem os fiéis recitarem com o sacerdote a doxologia final (“Por Cristo, com Cristo, em Cristo...”). Cabe aos fiéis recitarem o Amém. Por esse Amém, rezado ou cantado com entusiasmo, o povo proclama estar de acordo com o que o ministro sozinho rezou.
O mesmo ocorre com a Oração da Paz. Cabe ao celebrante invocar a Paz. Outra situação condenada é o emprego de cantos que não têm nada a ver com a liturgia. Por exemplo: o Glória é um hino à Santíssima Trindade; há determinados cantos que tentam substituir o Glória sem fazer qualquer referência às pessoas da Trindade.
Na verdade, todo o documento visa realçar que tão sublime Sacramento merece todo o respeito, e que o Santo Sacrifício da Missa é fonte das graças divinas e ponto culminante da piedade católica.